Português

Cursos Online para Concursos

 RESUMO DE PORTUGUÊS

ÍNDICE:

ACENTUAÇÃO GRÁFICA – CONFORME NOVO ACORDO ORTOGRÁFICO

Acentuação da sílaba tônica

Todas as palavras são acentuadas tonicamente, isto é, uma de suas sílabas é pronunciada mais fortemente.

Ex.: caderno – a sílaba pronunciada com mais força é “der” – essa é a sílaba tônica.

As palavras proparoxítonas têm como sílaba tônica a antepenúltima, as paroxítonas, a penúltima e as oxítonas a última.

Entretanto algumas palavras necessitam de acento gráfico em sua sílaba tônica. Isso se deve ao fato de essas palavras   saírem do padrão natural de pronúncia da língua portuguesa – 80% das palavras de nossa língua são paroxítonas, como as palavras lua, bola, cabeça, espelho, etc.

Utilidade do acento gráfico

Evidenciar o deslocamento da tonicidade da sílaba de determinada palavra do padrão natural de pronúncia para outro diferente.

Aplicação do acento gráfico

Todas as palavras PROPAROXÍTONAS levam acento gráfico.

Aqui se inserem os vocábulos paroxítonos terminados em ditongo crescente (ea, eo, ia, ie, io, ua, ue), por se considerar, para fins de acentuação, que estas palavras são proparoxítonas relativas ou eventuais.

Aplicação do acento gráfico

Por serem mais comuns as palavras paroxítonas terminadas em A(s), E(s), O(s), EM e ENS, estas não recebem acento gráfico, já as paroxítonas com outras terminações como l, n, r, x, ps, t, ã(s), ão(s), ei(s), i(s), on(s), um, uns, u, us, receberão o acento gráfico.

Paroxítonas e oxítonas

A partir dessa distribuição se estabelecerá, então, a acentuação gráfica das oxítonas: a inversão da regra. Ou seja:

Regras inversas

Outras Regras:

Outras regras

FORMAÇÃO DE PALAVRAS    

Família de palavras  

Família de palavrasFormação de palavras

Há dois processos de formação de palavras na Língua Portuguesa: formação por derivação e formação por composição.

Derivação

Derivação Prefixal: formação de nova palavra mediante acréscimo de prefixo.

Derivação prefixal

Derivação Sufixal: formação de nova palavra  mediante acréscimo de sufixo.

Derivação sufixal

Derivação Prefixal e Sufixal: formação de nova palavra mediante acréscimo de prefixo e sufixo em sequência.

Derivação prefixal e sufixal

Derivação Parassintética: formação de nova palavra mediante acréscimo simultâneo de prefixo e sufixo.

Derivação parassintética

Derivação Regressiva (ou deverbal): formação de nova palavra mediante decréscimo de um sufixo ou de desinências do radical.

Derivação regressiva

Derivação Imprópria: formação de nova palavra mediante modificação da classe morfológica original em função do contexto frasal.

Derivação imprópria

 

Composição

Há dois processos de composição: composição por justaposição e composição por aglutinação.

Composição por Justaposição: os radicais componentes da composição mantêm sua integridade sonora.

Composição por justaposição

Composição por Aglutinação: os radicais componentes da composição não mantêm sua integridade sonora.

Composição por aglutinação

Composição   Erudita: composição com radicais de mesma origem.

Composição erudita

Hibridismo: derivação ou composição através de radicais de diferentes idiomas.

Composição híbrida

SEMÂNTICA

Conceitos de Semântica

Semântica

O SIGNO LINGUÍSTICO VERBAL

Signo Linguístico é uma estrutura mínima linguística constituída por duas partes: significante e significado.

Significante: parte perceptível do signo linguístico, constituída de sons que podem ser representados por letras. É também classificado como plano de expressão.

Significado: parte inteligível do signo linguístico, constituída de um conceito. É também classificado como plano de conteúdo.

POLISSEMIA  

A Polissemia (poli = “muitos”; sema = “sentido”) acontece quando um plano de expressão (SIGNIFICANTE) é suporte para mais de um plano de conteúdo (SIGNIFICADO).

É importante salientar que a Polissemia é geralmente neutralizada pelo falante ou pelo redator através da definição de um determinado CONTEXTO.

Polissemia

CONTEXTO

Contexto é uma unidade linguística de âmbito maior, na qual se insere outra de âmbito menor. Dessa forma:

Contexto

Portanto todo significado é definido pelo contexto. A esse constante processo linguístico chamamos de SIGNIFICADO CONTEXTUAL.

Denotação e conotação

SinonímiaAntonímia

Ambiguidade

Acarretamento

Hiponímia: relação entre uma palavra de sentido mais específico com uma outra de sentido mais abrangente, genérico.

Hiperônimo: relação entre uma palavra de sentido mais abrangente, genérico com uma outra de sentido mais específico

Deslize

Homonímia e paronímia

Outros Exemplos

Acento: sinal gráfico

Assento: local próprio pra sentar-se

 

A princípio: inicialmente

Em princípio: teoricamente

 

Acerca de: sobre

A cerca de: proximidade (distância)

Há cerca de: referência a tempo

 

Afim: semelhante

A fim (de): finalidade

 

Amoral: indiferente à moral

Imoral: contrário à moral

 

Ao encontro de: a favor

De encontro a: contra

 

Ao invés de: ao contrário de

Em vez de: no lugar de

 

À-toa: sem vergonha (adjunto adnominal)

À toa: sem rumo (adjunto adverbial de modo)

 

Casual: por acaso

Causal: indica causa

 

Cassar: anular

Caçar: perseguir

 

Cavaleiro: homem a cavalo

Cavalheiro: homem gentil

 

Censo: contagem

Senso: juízo

 

Cessão: ato ou efeito de ceder

Sessão: reunião

Secção ou seção: parte de um todo

 

Comprimento: medida

Cumprimento: saudação, ato ou efeito de cumprir

 

Concerto: sessão musical, harmonização

Conserto: ato de arrumar

 

Cozer: cozinhar

Coser: costurar

 

Delatar: denunciar

Dilatar: ampliar

 

Descrição: ato ou efeito de descrever

Discrição: modéstia

 

Despercebido: desatento, não notado

Desapercebido: desprovido

 

Emergir: subir à tona

Imergir: afundar

 

Eminente: importante

Iminente: próximo de acontecer

 

Emigrar: que sai de lugar

Imigrar: que entra em lugar

 

Estada: permanência de pessoa

Estadia: permanência de veículo

 

Flagrante: evidência

Fragrante: aromático

 

Fosforescente: pouco luminoso

Florescente: florido

Fluorescente: luminoso

 

Incipiente: iniciante

Insipiente: ignorante

 

Infligir: aplicar pena

Infringir: transgredir

 

Mandato: delegação de poder

Mandado: ordem judicial

 

Prescrever: determinar, regular

Proscrever: desterrar, abolir

 

Ratificar: confirmar

Retificar: corrigir

 

Sustar: suspender

Suster: manter

 

Tachar: censurar, acusar de defeito

Taxar: regular preço

 

Tráfego: movimentação de veículos

Tráfico: negócio ilícito

CLASSES GRAMATICAIS

Substantivos

Flexões: gênero, número e grau.

Flexão dos Substantivos

Resumo de português - Exceções

Resumo de português - Exceções

Resumo de português - Exceções

Adjetivo

Exemplo: inteligente, rápido, feio, loira, magra,etc.

Flexões: gênero, número e grau.

Exemplos

Flexão dos Adjetivos Compostos

Flexão dos Adjetivos Compostos

Advérbio

Flexões: grau (em alguns).

→ VERBOS:  indica um processo – ação, estado ou fenômeno da natureza – situando – em função do tempo.

Flexões: modo, tempo, número, pessoa, voz.

→ ARTIGO: antecede o substantivo, indicando seu gênero e número, determinando-o ou generalizando-o. Os Artigos Definidos são: o(s), a(s). Os Artigos Indefinidos são: um, uma, uns, umas.

Flexões: gênero e número.

→ CONJUNÇÃO: estabelece ligação entre termos de mesma função e orações. Ex.: porém (conetivo de orações sindéticas coordenadas adversativas).

Flexões: não flexiona.

INTERJEIÇÃO: exprime apelo, emoções súbitas ou sentimentos. Palavra-frase. Ex.: Cuidado!, Socorro!, Verdade?, Tchau!

Flexões: não flexiona.

→ NUMERAL: denota a quantidade, ordenação ou proporção dos seres. Ex.: três, terceiro, terço, triplo.

Flexões: gênero, número, grau (alguns).

Tipos de Numeral

Cardinais: um, dois, três, quatro, cinco, etc.

Ordinais: primeiro, segundo, terceiro, quarto, quinto, etc.

Multiplicativos:dobro, triplo, quádruplo, quíntuplo, etc.

Fracionários: meio, terço.

→ PRONOME: acompanha ou substitui o nome.

Flexões: gênero, número, pessoa, caso.

Pronome

→ PREPOSIÇÃO: liga termos de uma oração. Serve para estabelecer relações entre os termos. Dividem-se em:

Preposições Essenciais: funcionam apenas como preposições – A, ANTE, APÓS, ATÉ, COM, CONTRA, DE, DESDE, EM, ENTRE, PARA, PERANTE, POR, SEM, SOB, SOBRE, TRÁS.

Preposições Acidentais: palavras de outras classes gramaticais que podem funcionar como preposições – COMO, SEGUNDO, EXCETO, SALVO, MENOS, AFORA, MEDIANTE, FORA, etc.

Flexões: não flexionam

VOZES DO VERBO

Vozes do verbo

Procedimento

Veja:

O professor examinou as provas.

    sujeito         verbo      obj. direto

As provas foram examinadas pelo professor.

   sujeito             verbo             agente da passiva

Resumo de Português

Resumo de Português

Resumo de Português

Resumo de Português - Observação

ANÁLISE SINTÁTICA INTERNA

Análise Sintática Interna

Termos da Oração

Classificação Tradicional

Termos essenciais da oração: sujeito, predicado e predicativo. (figuram usualmente na oração)

Termos integrantes da oração: objeto direto, objeto indireto, complemento nominal e agente da passiva. (constituem a oração mediante o aparecimento de outro termo)

Termos acessórios da oração: adjunto adnominal, adjunto adverbial, aposto e vocativo*. (são dispensáveis na estrutura da oração)

* O vocativo é um termo isolado da oração, pois não se liga a nenhum outro termo dela.

Para tornar nossas análises mais claras, faremos outro tipo de abordagem no estudo dos termos da oração.

Termos da Oração

Termos associados ao nome: adjunto adnominal, aposto, predicativo e complemento nominal.

Termos associados ao verbo: sujeito, predicado, objeto direto, objeto indireto, agente da passiva e adjunto adverbial.

Termo isolado da oração: vocativo.

Termos da Oração

TERMOS ASSOCIADOS AO NOME 

→ Adjunto Adnominal: termo satélite do núcleo do sintagma nominal. É um termo subordinado ao núcleo a que se refere. É a função própria dos artigos, dos pronomes adjetivos, dos numerais adjetivos, dos adjetivos e das locuções adjetivas.

O aluno responsável estuda.

As mulheres do Rio de Janeiro são muito bonitas.

Aqueles assuntos não foram abordados.

Dois problemas atingiam o Governo.

→ Predicativo: termo atributivo de estados, de qualidades, de modos de ser dos substantivos o qual não se liga a eles de maneira adjunta. O predicativo é um termo subordinado ao nome a que se refere.

Pode ser um sintagma nominal, um sintagma adjetival ou um sintagma preposicional:

Ele é inteligente(S. Adj. Predicativo do Sujeito)

Ele é um homem inteligente.  (S.N. – Predicativo do Suj.)

O predicativo pode se referir ao sujeito ou ao objeto:

Ele é louco. (Predicativo do Sujeito)

Chamei-o de louco. (Predicativo do Objeto)

O juiz considerou o réu inocente. (Predicativo do Objeto)

→ Complemento Nominal: termo complementar de sentido do nome. Assim como há verbos transitivos, há nomes transitivos, que requerem complemento. Estes são sempre abstratos. O complemento nominal pode complementar o sentido de um adjetivo, de um advérbio, ou de um substantivo, sempre com auxílio de preposição.

Era fiel aos amigos. (CN de adjetivo)

O juiz considerou o réu inocente.   (Predicativo do Objeto)

Agia independentemente de princípios. (CN de advérbio)

Tinha necessidade de apoio(CN de substantivo abstrato)       

Agora observe os seguintes exemplos:

O amor de mãe é eterno. (adjunto adnominal)

O amor à mãe é eterno.  (complemento nominal)

→ Aposto: termo que tem a função de explicar, especificar, explicitar, resumir, enumerar, identificar outro termo já expresso na oração. È um termo subordinado ao núcleo nominal a que se refere e é acessório, isto é, sua presença não é obrigatória para estrutura frasal. Existem vários tipos de aposto. Para fins didáticos, vamos estudar um a um.

  • O aposto explicativo é um sintagma nominal que dá uma explicação a um núcleo de sintagma nominal.

A primavera, estação do amor e das flores, começou ontem. (aposto explicativo)

Luís, sujeito inescrupuloso, veio pedir-me a mão de minha filha. (aposto explicativo)

  • O aposto especificativo particulariza e identifica o termo a que se refere:

O rio Amazonas é o maior do mundo. (aposto especificativo)

O presidente Lula participou de um debate ontem. (aposto especificativo)

A cidade de São Paulo estava alagada. (aposto especificativo)

A Avenida Paulista é o coração comercial do Brasil. (aposto especificativo)

Hoje é dia três de maio. (aposto especificativo)

Termos associados ao verbo

→ Sujeito: termo sobre o qual é feita uma declaração verbal e com o qual o verbo concorda. Está ligado ao verbo e, portanto, é subordinado a ele.

O homem encontrou a esposa na praia.

Eu não compareci à festa.

O sujeito é o sintagma nominal fundamental na oração. Vimos que só não têm sujeito os verbos ditos impessoais. Quando eles aparecem, diz-se que há oração sem sujeito.

Choveu muito ontem.

Fazia um calor insuportável naquela manhã de domingo

Amanheceu.

Está uns dez graus agora.

Fez cinco graus na serra gaúcha.

Havia pessoas insatisfeitas com o resultado do jogo.

Não houve muitos festivais de música nessa década.

Haverá muitos acidentes nesse feriadão.

Faz quinze anos que não o vejo.

Não venho a Minas Gerais quinze anos.

São vinte e duas horas.

Deviam ser umas sete horas.

É dia quinze de abril.

Passou das dez.

Basta de discussão!

Chega de saudade…”

Se o verbo não é impessoal, o sujeito existe e pode ser determinado ou indeterminado:

  • Sujeito indeterminado é aquele que existe, mas que se desconhece, seja por não se conhecer o autor da ação verbal, seja por não se querer sua menção. Vimos que, em português, há duas maneiras de se indeterminar o sujeito: com o verbo na terceira pessoa do plural sem contexto; ou na terceira pessoa do singular acompanhado do índice de indeterminação do sujeito “se”.

Falaram mal de você na festa.

Encontraram uma galinha no quintal.

Precisa-se de funcionários.

Não se chegou  a lugar algum.

  • Sujeito elíptico (ou desinencial) é aquele que existe, que se determina, mas que não aparece expresso claramente. Fica implícito graças ao contexto ou à desinência verbal.

Observação: também é chamado sujeito oculto, terminologia hoje desusada.

Maria dormia um sono profundo. Sonhava com os anjos.

Não pude vir ontem

Esperamos por você.

Note que o sujeito do verbo sonhar é determinado pelo contexto: só pode ser “Maria” o termo que com o qual o verbo concorda. Nos dois exemplos seguintes, o  verbo já dá o indício do sujeito, devido à conjugação verbal: – “eu” em “pude vir”; “nós” em “esperamos”.

Quando o sujeito está escrito (expresso), ele pode ter um núcleo ou mais. Se tem um núcleo é dito sujeito simples; se tem mais de um, sujeito composto.

Eu não pude vir ontem. (suj. simples)

Vós não quisestes vir. (suj. simples).

Todos compareceram à festa. (suj. simples)

O assassino não escolheu a vítima. (suj. simples)

Ambos saíram com os pais. (suj. simples)

O não-ser corrói-me a alma. (suj. simples)

Você e ele não sairão sozinhos. (suj. composto)

O pai e a filha viveram aqui por um ano. (suj. composto)

Não podem estar ausentes a lua e as estrelas em nosso céu hoje. (suj composto)

Ela, o marido e a filha foram internados numa clínica de tratamento antidrogas. (suj. composto)

Choveram rios de lágrimas em seu rosto. (suj. simples)

João amanheceu cansado. (suj. simples)

 

Observe os períodos que seguem:

Isso é preciso.

É preciso que se façam tais observações rapidamente.

 

→ Complementos verbais: termos que complementam o sentido de verbos transitivos. Os complementos verbais são os seguintes sintagmas nominais: o objeto direto e o objeto indireto. Objeto direto é o complemento de um VTD e, portanto, é subordinado ao verbo. Objeto indireto é o complemento de um VTI e, portanto, é subordinado ao verbo. No caso de VTDIs, ocorrem os dois objetos simultaneamente.

OBJETO DIRETO 

Comprei o carro.

Gostaria de vê-los agora.

Ela fumou um cigarro fedorento.

Ela bebeu um uísque vagabundo.

  • Observe os dois exemplos abaixo:

Quero isso.

Quero que vocês venham à festa amanhã.

OBJETO INDIRETO

Ela desobedeceu às regras da instituição.

Ela assistiu ao último filme de seu ídolo.

Gosto dessa música.

Ele nunca me perguntou nada.

Ela concordou comigo.

  • Observe os dois exemplos abaixo:

Ele precisava disso.

Ele precisava de que o ajudassem nas tarefas.

→ Adjunto adverbial: termo complementar circunstancial. É acessório, ou seja, aparece apenas para indicar uma circunstância à ação verbal. É a função própria do advérbio, das locuções e das expressões adverbiais.

A maçã caiu da árvore. (lugar)

Àquela hora, as opiniões eram contraditórias. (tempo)

Chegamos ao colégio pontualmente. (lugar; tempo)

O menino morreu de fome. (causa)

Ele falou conosco sobre sua mulher. (assunto)

Ele veio a pé. (meio)

Ele falou com calma. (modo)

Ele é um homem muito bom. Fala muito, mas fala muito bem. (intensidade)

Talvez ele seja escritor. (dúvida)

Queria passear contigo. (companhia)

Nunca me falaram a respeito. (tempo)

→ Agente da passiva: termo que, na voz passiva, realiza a ação verbal, já que o sujeito a sofre. Lembre-se de que, na passagem da voz passiva para a ativa, o agente da passiva torna-se sujeito da oração.

A História é feita por grandes homens.

Os sindicatos são formados de trabalhadores.

A mulher foi morta pelo marido.

Os jovens ficam entusiasmados com essas ideias.

Termo Isolado da Oração

Caro amigo, recebe meus pêsames sinceros a ti.

Senhor Deus, por que nos abandonastes?

Desejo, minha musa, que fiques para sempre comigo.

Ó Maria, onde está você?

“Meu canto de morte, guerreiros, ouvi!” (G.D.)

ANÁLISE SINTÁTICA EXTERNA

Orações Subordinadas Adjetivas

Uma oração Subordinada Adjetiva é introduzida por pronome relativo.

Restritiva: é aquela que restringe ou particulariza o nome a que se refere.

Pedra que rola não cria limo.

Explicativa: é aquela que não restringe nem particulariza o nome a que se refere. Indica uma propriedade pressuposta como pertinente a todos os elementos do conjunto a que se refere.

A pedra, que é dura, resiste ao tempo.

Orações Subordinadas Substantivas

Subjetiva: exerce a função de sujeito do verbo da oração principal.

É bom que você estude.

Objetiva Direta: exerce a função de objeto direto da oração principal.

Desejo que você passe.

Objetiva indireta: exerce a função de objeto indireto do verbo principal.

Necessitamos de que você saia.

Predicativa: exerce a função de predicativo.

A verdade é que te amo.

Completiva Nominal: desempenha a função de complemento nominal.

Tenho necessidade de que você me ame.

Apositiva: desempenha a função de aposto em relação a um nome.

Só te faço um pedido: que venhas logo.

Agente da Passiva: exerce função de agente da passiva.

O trabalho foi feito por quem tinha competência.

Orações Subordinadas Adverbiais

As orações subordinadas adverbiais desempenham a função de adjunto adverbial.

CAUSAIS – porque, visto que, uma vez que, como

Ela faz sucesso porque é muito inteligente.

Como era muito esperto, sempre achava um jeitinho de escapar.

CONDICIONAIS – se, caso, a menos que, a não ser que, desde que

Irei à festa, se vierem me buscar de carro em casa.

TEMPORAIS – quando, enquanto, logo que, assim que, desde que

O Paulo, quando fica sozinho com o cão do vizinho, morre de medo.

FINAIS – para (que), a fim de que

Trabalha muito para que os filhos possam estudar.

COMPARATIVAS – como, (mais do) que, (menos do) que, quanto

A garota era linda como uma deusa.

CONFORMATIVAS – conforme, como, segundo Fiz tudo como mandaste.

CONSECUTIVAS (exprimem consequência) – que (antecedido de tão, tanto, tal, tamanho)

O carro vinha tão depressa que atropelou uma velhinha.

PROPORCIONAIS – à medida que

À medida que crescia, ia ficando cada vez mais bonita.

CONCESSIVAS – embora, ainda que, mesmo que, apesar de (que), conquanto

Embora estude pouco, sempre sai bem nas provas.

Orações Coordenadas Sindéticas

ADITIVAS – e, nem

É muito esforçado: estuda e trabalha.

É um vagabundo: não estuda nem trabalha.

ADVERSATIVAS   – mas, porém, todavia, contudo

Ela é muito linda, mas não arranja namorado.

É uma mulher pobre, porém usa roupas de marca, tem carro do ano e mora numa cobertura…

ALTERNATIVAS – ou, ora … ora, quer … quer

Se vier a guerra, ou mato ou morro.

CONCLUSIVAS – logo, portanto, por isso, pois, então

Você não tem experiência; então, escute.

EXPLICATIVA – porque, pois

O carro devia estar sem bateria, porque não pegava.

REGÊNCIA VERBAL

Regência Verbal

 

 

 

 

Regência Verbal

Regência Verbal

 

 

 

 

Regência Verbal

 

 

 

Regência Verbal

 

 

 

Regência Verbal

 

 

 

Regência Verbal

 

 

 

 

Regência Verbal

 

 

 

Regência Verbal

 

 

 

 

Regência Verbal

 

 

 

 

Regência Verbal

 

 

 

 

A preposição e os pronomes relativos

 

 

 

 

CRASE

DEFINIÇÃO:

Crase é a contração de preposição e artigo definido feminino ou a contração de preposição e pronomes demonstrativos “aquele(s)”, aquela(s), “aquilo”.

Não acontece crase

→ Antes de substantivo masculino;

Andar a cavalo.

Vendeu a prazo.

Chegou a tempo.

→ Antes de verbo;

Começou a chover.

Ficou a contemplar a paisagem.

Quedou-se a meditar.

→ Antes de artigo indefinido;

Levou o automóvel a uma oficina.

→ Antes de pronomes pessoais, demonstrativos ou indefinidos;

Dei a ela o prêmio merecido.

A ninguém é lícito fugir do trabalho.

Refiro-me a esta moça.

→ Antes de       expressão   de tratamento       introduzia   pelo possessivo “VOSSA” ou “SUA”;

Trouxe a V. Sra a mensagem fatal.

→ Quando o “a” estiver no singular e a palavra seguinte no plural;

Refiro-me a lendas antigas.

→ Depois de preposições.

Compareceu perante a banca examinadora.

A reunião foi marcada para as cinco horas.

Observação: excetua-se o caso da preposição a seguir:

Foi até a praia, ou foi até à praia.

SUBSTITUIÇÃO DE TERMO FEMININO POR TERMO MASCULINO:

Não ocorrendo qualquer dos casos anteriores, pode haver crase ou não. Para verificarmos, basta substituir a palavra feminina que vem após o “a” por um termo masculino. Feita essa substituição, três coisas podem acontecer:

1 – O “a” transforma-se em “o”:

Releu a revista.

Releu o livro.

 2 – O “a” permanece inalterado:

Elas estavam cara a cara.

Elas estavam lado a lado.

3 – O “a” transforma-se em “ao”:

Refiro-me a moça.

Refiro-me ao moço

Nesse caso, ocorre a fusão; portanto, temos a crase e o acento grave é indispensável.

Refiro-me à moça.

Casos Especiais

→ Crase e Topônimos

“Quem vai a e volta da, crase há.” = à

“Quem vai a e volta de, crase para quê?”= a

Fomos à Bahia.

Fomos a Salvador.

Quando há determinante, ocorre a crase:

Fomos a bela Salvador.

→ Crase e os pronomes demonstrativos AQUELE(S), AQUELA(S), AQUILO.

Substituir por este(s), esta(s), isto. Caso surja “a”, ocorre crase.

Nada devo àquele homem.

→ Crase com “A QUE”, “A QUAL”, “A DE”

Com “a qual”, substituir o antecedente por termo masculino.

A mulher à qual me referi saiu.

O homem ao qual me referi saiu.

Com “a que” e “a de”, basta subentender o termo.

A rua que passamos é paralela à (rua) que passamos.

→ Crase e “à moda de”, “à maneira de” = “ao estilo de” e termos subentendidos

Basta subentender a expressão.

Comemos filé (à moda) milanesa.

Fomos à editora X e à (editora) Y.

→ Crase (dita) facultativa

Com pronomes possessivos, o uso do artigo é facultativo, por isso pode ou não ocorrer a crase:

Refiro-me à nossa irmã.

Refiro-me a nossa irmã.

Com pronomes possessivos, o uso do artigo é facultativo, por isso pode ou não ocorrer a crase:

Refiro-me à Maria.

Refiro-me a Maria.

→ Crase com as palavras “TERRA”, “CASA” e “DISTÂNCIA”

Caso tais palavras estejam determinadas, corre a crase. Caso não estejam determinados, não ocorre a crase.

Fomos a casa.

Fomos à casa da vovó.

→ Crase com HORAS

Ocorre crase apenas com horário. Observe se há, ou não, preposição antecedente, o que impede a crase.

Chegamos às duas horas.

Estamos aqui desde as duas horas.

→ “A” ou “HÁ”

Preposição “A” indica futuro.

Verbo “haver” indica passado.

Daqui a pouco, sairemos.

Há dias não estudamos.

CONCORDÂNCIA

Concordância Verbal

CONCORDÂNCIA VERBAL EXCEÇÕES

 1. Chegar de, passar de, bastar de são expressões impessoais, logo ficam na 3ª pessoa do singular.

→ Chega de mentiras.

→ Já passa das quinze horas.

→ Basta de reclamações.

 2. Verbos Impessoais

Os verbos impessoais (aqueles que não têm primeira, segunda ou terceira pessoa) não possuem sujeito, por isso não seguem a regra de concordância padrão.

2.1. Haver: apenas com o sentido de existir, acontecer, ocorre.

→ Havia muitas pessoas no auditório.

→ Houve acidentes estranhos aqui.

Em locuções verbais, o verbo haver, sendo principal, contamina o verbo auxiliar.

→ Deve haver muitas pessoas no auditório.

→ Está havendo coisas estranhas aqui.

O verbo haver sem o sentido de existir, acontecer ou ocorrer, não é impessoal, seguindo, então as regras convencionais de concordância.

→ Eles se houveram bem na prova.

→ Os professores haviam iniciado a reunião.

2.2. Fazer: quando indica tempo ou fenômeno meteorológico.

→ Faz frios rigorosos na Alemanha.

→ Faz três anos que não nos vemos.

Em locuções verbais, o verbo fazer, sendo principal, contamina o verbo auxiliar.

→ Deve fazer frios rigorosos na Alemanha.

→ Deve fazer três anos que não nos vemos.

2.3 Ser: é impessoal quando indica hora, data e distância. Nessas ocasiões, concorda sempre com o predicativo.

→ Eram dezessete horas quando partiu.

→ Hoje são 16 de outubro.

→ Hoje é dia 16 de outubro.

→ Hoje é de julho.

→ Daqui até lá são três quilômetros

  1. Concordância com verbos na voz passiva sintética e com verbos pronominais: faz-se normalmente a concordância com o sujeito da voz passiva ou do verbo pronominal.

Nós nos queixamos da secretária.

→ Vendem-se terrenos aqui.

→ Vende-se terreno aqui.

→ Compram-se e trocam-se livros.

→ Anunciou-se a nova medida.

→ Anunciaram-se as novas medidas.

  1. Pronomes QUE e QUEM: com o pronome que deve-se observar o sujeito anterior; com o pronome quem há a possibilidade de dupla concordância, ou com o sujeito anterior ou com a terceira pessoa do singular, em razão de “quem” significar “aquele que”.

→ Foram eles QUE fizeram o trabalho.

→ Fui eu QUE fiz o trabalho.

→ Fomos nós QUEM fez o bolo.

→ Fomos nós QUEM fizemos o bolo.

  1. Plural aparente: deve-se observar a presença ou ausência de artigo. Com artigo: plural. Sem artigo: singular.

→ Os Estados Unidos atacam o Irã.

→ Estados Unidos ataca Irã.

6. Verbos ter e vir na terceira pessoa do singular e do plural do Presente do Indicativo: no singular não recebem acentuação gráfica; no singular, acento circunflexo diferencial.

  • Derivados (manter, conter, intervir): no singular recebem acento agudo em função de serem oxítonas terminadas em –em; no plural, recebem acento circunflexo diferencial.

→ Eles têm a mesma idade.

→ Ele tem a mesma idade da prima.

→ Os professores intervêm na educação das crianças.

→ O professor intervém na educação das crianças.

  1. Expressões partitivas: a concordância pode dar-se com o sujeito ou com a expressão partitiva.

→ A maioria dos eleitores votou.

→ A maioria dos eleitores votaram.

Concordância Nominal

ADJETIVO – palavra variável que modifica o sentido de um substantivo. Expressa uma qualidade (característica) do substantivo.

ADVÉRBIO – palavra invariável que modifica o sentido de um verbo, um adjetivo ou outro advérbio. Expressa uma circunstância (tempo, lugar, modo, intensidade, etc.).

REGRA GERAL

Os adjetivos, os artigos, os pronomes adjetivos, e os numerais adjetivos concordam em número e gênero com o substantivo a que se referem.

Ex.:

As duas belas meninas e seus dois espertos cachorrinhos saíram para passear no grande cemitério.

De todas as classes gramaticais citadas, aquela que apresenta algumas especificidades de concordância são os adjetivos.

  1. Adjetivo anteposto a mais de um substantivo: a concordância acontece com o substantivo mais próximo.

→ Belas blusas e calçados.

→ Belo calçado e blusa.

Atenção: Quando a referência é a substantivos próprios o adjetivo vai para o plural.

→ Meigas Chimene e Andrômaca.

→ Os inseparáveis Orestes e Astíanax chegaram.

2. Adjetivo posposto a mais de um substantivo: a concordância acontece com ambos (no masculino, quando há pelo menos um termo masculino), ou com o substantivo mais próximo.

→ Comprei um casaco e uma camisa brancos.

→ Comprei um casaco e uma camisa branca.

Atenção: desde que o contexto da frase exija, o adjetivo, mesmo posposto aos substantivos, concordará somente com o mais próximo.

→ Andava na fazenda quando vi um boi e uma casa destelhada.

3. Especificidades

3.1. Expressões do tipo “é bom”, “é necessário”, “é proibido”: o adjetivo fica invariável quando o sujeito não estiver indeterminado. Caso o substantivo esteja determinado, o adjetivo concorda com ele.

Tranquilidade é necessário para realizar a prova.

A tranquilidade é necessária para realizar a prova.

→ Sua tranquilidade é necessária para realizar a prova.

→ É proibido entrada de animais.

→ É proibida a entrada de animais.

3.2. Anexo, incluso, mesmo, obrigado, próprio, quite: concordam com o substantivo a que se referem, como quaisquer outros adjetivos.

→ Foram enviados anexos os arquivos.

→ As pastas seguem inclusas.

→ Eles mesmos fizeram a casa.

→ Muito obrigada, respondeu a menina.

→ Elas próprias arrumaram a casa.

→ Eu estou quite contigo.

3.3. Em anexo, menos e alerta: como são expressões adverbiais, são invariáveis.

→ Envio em anexo os arquivos restantes.

→ Era menos corajosa do que nós.

→ Os 25 alunos estavam alerta.

3.4. Meio: quando adjetivo (significando “metade”) concorda com o substantivo. Quando advérbio (significando “um pouco”) permanece invariável.

Adjetivo

→ Ouvimos meias verdades.

→ Agora era meio-dia e meia (hora).

Advérbio

→ A mulher estava meio cansada.

→ Meio enterradas estavam as ferramentas.

3.5. Toda, todo (sentido de “qualquer”); toda a, todo o (sentido de “inteira”, “inteiro”).

→ Todo homem é mortal.

→ Toda mulher quer ter um casamento feliz.

→ Todo o prédio foi demolido.

→ Comeram toda a torta da vovó.

Atenção: depois de todas / todos deve-se colocar artigo quando houver substantivo.

→ Todos os alunos compareceram à aula.

→ Avisei todas as pessoas do desconto que haveria.

3.6. Bastante e muito: quando adjetivos, concordam com o substantivo. Quando advérbios, permanecem invariável.

Adjetivo

Havia bastantes / muitas cadeiras no auditório.

Advérbio

Estavam bastante / muito tristes.

Elas eram bastante / muito espertas.

3.7. Particípios: equivalem a adjetivos, logo concordam com o substantivo a que se referem.

→ Dadas as circunstâncias, devemos economizar.

→ Vista a cena, ninguém teve dúvidas.

→ Feitos os cálculos, nada sobrou para o empregado.

PONTUAÇÃO

O uso da vírgula

USA-SE VÍRGULA

1. nas enumerações.

→ Era uma pessoa bonita, inteligente e simpática.

→ Janjão possuía imóveis em Casca, Picada Café, Quintão e Presidente.

2. para separar orações ligadas por conjunções coordenativas

→ A prova foi fácil, mas ninguém gabaritou.

→ Tomei uma decisão importante, por isso vou cumpri-la.

→ Ou vocês terminam esse serviço agora, ou serão dispensados no fim do mês.

3. antes da conjunção E somente quando os sujeitos das duas orações forem diferentes.

→ Chegamos cedo, e todos ficaram surpresos.

 Os mantimentos andavam cada vez mais escassos, e doenças de várias espécies dizimavam grande parte da população.

4. para separar orações subordinadas adverbiais (desenvolvidas ou reduzidas), quando enunciadas antes da oração principal e adjuntos adverbiais.

→ Aberta a sessão, o secretário abriu a ata.

→ Visto que assim queres, faremos tua vontade.

→ Se queres a paz, prepara-te para a guerra.

→ Havia, naquela loja, grande sortimento de livros.

→ Fizemos, na semana passada, uma grande festa.

5. para isolar aposto.

→ Janjão, o zagueiro, está muito fora de forma.

→ Lula, o presidente do Brasil, é o atacante do time.

6. para separar ou isolar vocativo.

→ Janjão, vá falar com sua avó.

→ Gostaria de dizer-lhes, meus amigos, que nada fiz além do que era minha obrigação.

7. para separar quaisquer outros elementos intercalados.

→ Os sapos, todos sabem, vivem na lagoa.

→ O professor aceitou, isto é, tolerou a brincadeira.

→ Ela é, além disso, excelente pintora.

→ Veja-se, por exemplo, o que dizem os jornais de hoje.

→ O próximo número sairá amanhã, aliás, depois de amanhã.

→ Você, com a nota deste mês, não conseguiu somar vinte pontos.

8. para separar orações adjetivas explicativas.

→ O Fusca, que foi considerado carro do ano, possui várias soluções mecânicas econômicas.

→ Quero apresentar-te minha única irmã, que mora no Rio de Janeiro.

9. para indicar a supressão de um verbo.

→ Eu cuido das crianças; tu, das malas.

→ Tu preferes a serra, e eu, o mar.

10. para separar, nas datas, o nome do lugar.

→ Porto Alegre, 31 de outubro de 2009.

NÃO SE USA VÍRGULA

  1. entre verbo e sujeito.

→ O Ministro do Planejamento e Coordenação virá à Porto Alegre.

→ O diretor da Faculdade de Educação foi a Brasília.

→ Reuniram-se o diretor e os professores e decidiram conceder aos alunos faltosos mais uma chance de recuperarem as notas do segundo bimestre.

2. entre o verbo e seus complementos.

→ Aos amigos dedicados oferecemos esta prova de afeto e gratidão.

→ Informamos a Vossa Senhoria que as provas foram adiadas.

3. antes de oração subordinada substantiva.

→ Os jornais afirmam que a crise do petróleo está chegando ao seu final.

→ Lembrei-me de que teria de ir a uma reunião do clube.

3. antes de complemento nominal.

→ Ensinei-lhes o respeito aos valores culturais.

→ Sempre insisto na obediência às normas de trânsito.

4. antes de termos de significação restritiva.

→ O juiz de futebol Armando Marques goza de grande conceito.

→ O jogador brasileiro Pelé transferiu-se para os Estados Unidos.

O uso dos dois pontos

  1. Antes de uma citação.

→ Indignada, a jovem ruiva respondeu-lhe: “Não aceitaria isso nem que fosses o último homem da face da Terra”

2. Antes de uma enumeração.

→ Ela teve três filhos: Godofredo, Godogildo e o Godomundo.

3. Antes dos apostos.

→ Só fiz um pedido: que me amasse para sempre.

4. Antes de uma explicação.

→ Deveria estar frio: todos estavam de casaco.

5. Explicitação

→ Os rapazes pareciam uniformizados: quase todos sem camisa, descalços e de bermudas.

O uso do ponto e vírgula

  1. Para separar orações coordenadas adversativas e conclusivas cujo conetivo esteja deslocado.

→ Ontem foi um dia muito cansativo; amanhã, porém, teremos um dia melhor.

→ Nosso tempo é muito escasso; evitaremos, portanto, assumir novos compromissos.

2. Para separar orações de sentido oposto que se ligam sem conjunção.

→ Para uns, a liberdade é um direito; para outros, ela é apenas um sonho.

3. Para separar grupos de orações.

→ Chorarão as mulheres, vendo que não se guarda decoro à sua modéstia; chorarão os velhos, vendo que não se guarda respeito às suas cãs; chorarão os nobres, vendo que não se guarda cortesia à sua qualidade.

PONTUAÇÕES EQUIVALENTES

Em algumas circunstâncias, sinais de pontuação podem ser trocados. Os mais comuns são os seguintes:

  1. Vírgula, ponto-e-vírgula e ponto. Orações coordenadas, que geralmente se separam por vírgulas, podem também ser separadas por ponto-e-vírgula.

→ Ontem tivemos um dia muito cansativo, porém amanhã teremos um dia melhor.

(Aqui, poderíamos usar ponto-e-vírgula.)

Quando a pausa é maior, em certas frases, pode-se usar ponto-e-vírgula ou ponto.

→ “O Romantismo era a apoteose do sentimento; o Realismo é a anatomia do caráter”.

(Aqui, poderíamos usar ponto.)

2. Nas complementações e no caso de alguns apostos, pode-se usar vírgula, dois-pontos ou travessão.

→ “A cidade era pequena, as ruas esvaziavam-se à noite, e o povo dado à boemia recanteava-se em um ponto só, o Alto do Lobo.”

(A última vírgula poderia ser substituída por dois-pontos ou travessão. Nesse caso, destacaríamos mais a expressão “Alto do Lobo”.)

3. Dois-pontos ou ponto-e-vírgula. Nas explicações (quando se subentende o nexo “pois”), podem-se usar dois-pontos ou pontoe-vírgula.

→ Para os cristãos da Idade Média, ao contrário, não existia alternativa: eles acreditavam que os judeus pagãos e os hereges estavam condenados às penas do inferno.

(Nesse exemplo, poderíamos substituir os dois-pontos por ponto-e-vírgula.)

4. Travessão, parênteses e vírgulas. Dois travessões sempre podem ser trocados por dois parênteses (e vice-versa) e, muito frequentemente, por vírgulas.

→ Há três milhões de anos, os pandas eram carnívoros; depois não se sabe por que trocaram a carne pelos bambus.

(O segmento em negrito poderia ser separado por vírgulas, parênteses ou travessões.)

FUNÇÕES DA LINGUAGEM

Função emotiva

 

 

 

Função referencial

 

 

 

 

Função conativa

 

 

 

Função metalinguística

 

 

 

 

Função Poética

 

 

 


FONTE: AULA LIVRE

ACESSE AS AULAAQUI

OUTROS RESUMOS: 

→ Direito Administrativo

→ Direito Constitucional

→ Direito Processual Civil


LEIA MAIS:

⇒ Quem é Kalebe Dionísio? O curso dele é bom? (Review Completo)

Summary
Review Date
Reviewed Item
Resumo de Português
Author Rating
51star1star1star1star1star

Deixe um Comentário

Comentários